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Sem perspectivas, trabalhadores mantém pedido de demissão coletiva e caos continua em Porto Velho

O advogado do sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Porto Velho, Flávio Orlando, confirmou na tarde desta quarta-feira (30) que vai insistir na demissão coletiva de todos os servidores do Consórcio SIM, já que a empresa afirmou mais uma vez, durante a audiência realizada na 2ª Vara da Fazenda Pública, que não tem mais condições de continuar prestando o serviço.

De acordo com Flávio Orlando, a ação que pede a demissão indireta de todos os servidores foi ajuizada na última terça-feira (29).“Infelizmente nós não temos o que fazer porque o próprio sócio da empresa, que ficou responsável pela administração, disse que não tem o aporte de R$ 3,8 milhões para fazer o transporte voltar. Por não ter condições de operar na cidade, quem paga por isso é a população e os trabalhadores, infelizmente”, disse o advogado.

Os representantes do sindicato acompanharam a audiência até o final na esperança de uma resposta positiva, mas nada foi resolvido do jeito que a categoria esperava. “Nós ficamos até o final da audiência para ver se tinha alguma solução para que os servidores pudessem voltar a trabalhar, mas infelizmente nada mudou. Os trabalhadores não têm como trabalhar e estão sem salário, por isso ajuizamos a demissão indireta”, finalizou.

O Consórcio, formado pelas empresas Ideal (Porto Velho) e Amazontur (Amapá), pede a rescisão do contrato de prestação de serviço de transporte público coletivo, apresentou uma série de dados demonstrando os prejuízos, devido ao contrário precário com o Município. A Amazontur aventou a possibilidade de assumir sozinha o contrato, desde que houvesse um pacote de ações, entre elas um aporte de R$ 3,8 milhões que teria que ser feito pela Prefeitura da Capital, de acordo com o diretor Paulo Dartora Cardoso.

Ao final da audiência, o juiz Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa acabou decidindo pela troca da atual administração do Consórcio SIM, formado pelas empresas Ideal (Porto Velho) e Amazontur (Amapá). Antes comandado pela primeira, será a segunda, já do ramo, que ficará como gestora por um prazo de 30 dias, para tentar chegar a um acordo com o Município e fazer funcionar o setor. A Prefeitura terá o mesmo prazo para dar início a licitação, sob pena de multa.

Já ao final desta quarta-feira, o Consórcio SIM emitiu um chamamento convocando todos os trabalhadores do sistema, para o retorno imediato às suas funções, a fim de restabelecer o serviço de transporte coletivo na capital.

Fonte: Rondônia Agora

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