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Porto Velho está entre as 10 cidades que menos investem em saneamento, diz economista

orto Velho está entre as 10 cidades brasileiras que menos investem em saneamento básico, disse o economista Pedro Scazufca durante um congresso do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia. Em passagem por Rondônia, o ministro das Cidades Bruno Araújo ressaltou que este aspecto é um problema nacional.

“Investimento em saneamento é algo que mais denigre a infraestrutura brasileira. O Brasil está muito longe da universalização. Estamos trabalhando essa mudança de todo novo modelo regulatório que ajude a trazer a confiança do investidor da iniciativa privada”, ressaltou o ministro.

Essa participação da iniciativa privada também é citada pelo economista. “A consciência é que precisa de uma maior junção, entre as empresas públicas e os investidores privados. Eles são importantes parceiros para o volume de investimento que o país precisa. Temos um déficit de mais de R$ 9 bilhões por ano que deixamos de aplicar para fechar o financiamento para chegar ao processo de universalização”, diz Pedro.

De acordo com o economista, dados do Ministério das Cidades e da OSCIP (Organização da sociedade civil de interesse público) ‘Trata Brasil’ apontam que o saneamento básico é um problema crônico em todo o território nacional, mas segundo ele, há cidades em que as inciativas para melhoria do tratamento do esgoto e da captação e descarte de resíduos são mínimas, quase inexistentes.

“No ranking nacional, com base em dados oficiais, Porto Velho desponta entre as 10 cidades que menos investem em saneamento básico. Claro, temos que considerar o fato de Rondônia ser um estado novo, mas o que se vê, no geral, é que ainda não há iniciativas concretas que apontem uma melhora a curto prazo”, explica Pedro Scazufca.

“Existe um planejamento em nível federal, junto aos municípios e estados, envolvendo ONG’s, OSCIP’s e a iniciativa privada, para que o saneamento seja universalizado no período de 20 anos”, diz ele, acrescentando que, no Brasil, existem 100 milhões de pessoas que não têm acesso à coleta de esgoto, “ou seja, são resíduos que acabam sendo despejados na natureza, degradando o solo, rios e nascentes”.

Como solução para o problema, o economista diz que é preciso os atores envolvidos na ação, Prefeitura, Estado e União, com reforço da iniciativa privada, conversarem de forma mais linear para sanar os problemas que impedem a melhoria do sistema de saneamento básico e tratamento de esgoto.

FONTE: G1 RONDÔNIA

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